Outro dia meu olhar se cruzou com o teu, mais uma vez.
O teu e o meu olhar brilhando como se fosse a primeira vez, a primeira conversa, o primeiro passeio.
A primeira vez que você sonhou e me fez sonhar. A primeira vez que eu acreditei e te fiz acreditar. Sonhar e acreditar com um futuro, algo como nós dois com a casa cheia de netos e filhos e um típico almoço de Páscoa, tumultuado, no domingo. Italianos rindo e falando alto como é de costume. No início de noite, nós solitários, porém juntos, a conversar sobre a vida.
O sonho pode te levar as alturas, contudo pode também te fazer cair por terra e não mais querer levantar. No chão, esperei teu braço tomar meu corpo entre os escombros, levantar-me, fazer-me renascer com um abraço eterno e apertado, aquele que vazia esquecer-me do mundo, mesmo que ele tivesse desabando lá fora, mas não foi isso que aconteceu. Eu esperava por um milagre ou apenas uma deixa tua para pegar-lhe a mão e me sentir protegida como toda mulher sonha ou um dia sonhou, todavia isso não aconteceu.
Apenas o teu olhar se cruzou com o meu, mais uma vez.
O meu e o teu olhar brilhando como se fosse a última vez, a última conversa, o último passeio.
Meu nome não é Luciana
Há 7 anos